AFETIVIDADE NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Tisa Paloma Longo
Psicóloga CRP 08\11412
Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
Especialista em Psicopedagogia

 Afetividade, palavra simples mas de uma complexidade enorme e com efeitos avassaladores em nossas vidas. Segundo Ferreira (1999) afetividade significa: “Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza”.

Na visão de um grande estudioso do desenvolvimento infantil: Piaget, a afetividade inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências, valores, crenças e emoções, sendo apresentados em forma de comportamento, e todo comportamento apresenta um aspecto afetivo e um cognitivo (MONTE-SERRAT, 2007).

A afetividade também se mostra importante no desenvolvimento da inteligência, do qual possui dois componentes o cognitivo e o afetivo, então sem afetividade não ocorre o desenvolvimento da inteligência.

Um de muitos papéis importantes da afetividade é o desenvolvimento das relações básicas de um individuo, além de influenciar na percepção, na memória, no pensamento e na iniciativa de ações, sendo assim através da afetividade que a personalidade de uma criança é formada.

O primeiro ano de vida é a etapa mais importante no desenvolvimento afetivo da criança, sendo povoada de um numero de mudanças cuja qualidade e quantidade não se repetem no desenvolvimento futuro, onde nessa fase que se configuram as relações de apego com as figuras parentais (MONTE-SERRAT, 2007).

Na fase seguinte, da primeira infância que vai do primeiro ano de vida até aproximadamente aos 6 anos de idade, é onde acontece os principais avanços na aquisição da autoconsciência – quando a criança passa a ser consciente da sua própria identidade – e a percepção de normas sociais, sendo a interação com outras pessoas prioridade para o seu desenvolvimento (MONTE-SERRAT, 2007).

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